quarta-feira, 27 de julho de 2011

Capitulo 2- Morte misteriosa.

PREFÁCIO



No escuro das ruas silenciosas da pacata cidade de Caetité (Bahia), vê-se uma pessoa assustada. Estaria fugindo de um bandido qualquer. Seus cabelos louro-iluminados constrateavam-se com a noite, como se fossem fios de ouro flutuando. Seu rosto expressava aparência de uma mulher de quarenta anos, com face amedrontada. Ela talvez tenha sido vítima de algum delito, roubo ou até estupro e agora correra para livrar-se do indivíduo que lhe fizera mal (ou pelo menos tenta).

Em certo ponto, ela pára, olha para trás e aos lados. Seus movimentos são rápidos pois não quer ser pega. De olhar vidrado no foco, o estranho indivíduo aproxima-se cautelosamente dela.

Sem perceber o que a esperava, a moça afasta-se um pouco, de costas... O estranho indivíduo a agarra. Tentando resistir, ela debate-se e grita com todas as forças. O indivíduo sufoca-a apertando seu pescoço com as mãos. Tamanha era a pressão, que ela não conseguia gritar ou respirar. Seus olhos chegaram a saltar fora das órbitas, parecendo duas cerejas.

A moça que a esta altura não encontra-se mais em si, cai desfalecida, seus olhos vermelhos sangram e seu rosto com vasos roxos se destacam. Assim, o indivíduo que cometera o delito desaparece sem deixar vestígios.

Capitulo 1- Morte misteriosa.




Em uma rua pouco movimentada, fica o sobrado onde reside Bárbara e a filha Cindy. A jovem acordou com o som do despertador. Levantou-se, meio tonta e seguiu em direção ao banheiro: escovou os dentes e lavou o rosto. Após alguns passos calmos em direção à cozinha, Bárbara interrompeu o ritual de sonolência ambulante da filha e disse:

- Até que enfim acordou!

Ela não deu importância e seguiu o caminho, abrindo a geladeira e tirando de lá a embalagem de bebida láctea desnatada que Cindy não esquece todas as manhãs.

- Seu colega ligou, dizendo que hoje haverá prova. – tentou Bárbara.

- O Bryan ligou? E... É mesmo a prova! Esqueci geral! – disse correndo para o quarto. Esbarrando na porta e escorregando no tapete, arruma a cama, escova o cabelo e veste-se velocidade recorde. E sai com os materiais no braço:

-tchau mãe!

-tchau e boa prova!

A garota sai.

Barbara ouve o telefone tocar...Se dirige até a sala, senta-se e sem suspeitar atende ao misterioso telefonema:

-Alô?

Ouve-se um grito desesperadamente do lado da linha:

-ÁÁÁÁH...

-Alô? O que está acontecendo? Quem é? –pergunta Barbara sem entender. A ligação cai. Ela para e reflete um pouco.

O que seria aquela ligação? Será que alguém esta em perigo? Bárbara colocou o telefone no lugar e ainda em pé, parado ela ouviu-o novamente tocar. Desta vez olhou com receio, porém atendeu:

-O que é que você quer? Diga!

-Alô? Barbara, sou eu Beth. – disse a amiga.

-Beth é você...

-O que houve? Porque este alvoroço?

-Nada, só alguns probleminhas de professora. -tá certo então.

-O que você queria mesmo?

-Desculpe incomodar, é que...

-“É que” o quê?

Beth não sabia como falar, mas começou:

-Sabe aquela sua prima, antipática?

-Sei. – responde Bárbara.

-Aquela loura, de quarenta. Como é mesmo o nome dela?

-Tatiana, por quê?

-É essa mesma. Sabe o que é? É que ligaram para cá dizendo...

-Fala Beth! Dizendo?

-Que encontraram na rua dois de Julho, hoje cedo –MORTA!!!

Bárbara chocou-se, foi como se o coração acelera se para bombardear mais sangue, mas não conseguia, ela estava gelada e o sangue queimava. Por um instante deixou o telefone cair e parou, entristeceu-se, logo começaram a cair algumas lágrimas de seus olhos. Veio o medo, a tristeza, a indignação, a raiva, tudo misturado, assim ela não conseguia distinguir o que sentia. Beth gritou do outro lado da linha:

-Bárbara!

-Bárbara pegou o telefone tremendo, e limpando as lágrimas que caíram, disse:

-Quem foi?

-Eu não...

-Quem foi??? Eu quero ver! O corpo onde está?

-No necrotério, mas...

-Eu vou pra lá!

-Calma Bárbara.

-E já estou indo, tchau!

-Espere! Eu vou com você! ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

-CENTRO-7:00 hs da manhã.



Em uma das entradas de Instituto de Educação Anísio Teixeira(ou simplesmente I.E.A.T), estão dois estudante: Cindy e Bryan.

Conversam e parecem preocupados:

-E agora? Eu não estudei para a prova!

-Calma Cindy! A prova não deve estar assim...

-Mas eu estou...

O celular de Cindy tocou. Ela o procurou dentro da mochila e atendeu-o:

-Alô?

-Cindy, sou eu!

-O que foi mãe?

-Eu estou no necrotério do hospital.

-E o que a minha mãe, esta fazendo em um lugar desses?

-Filha seja forte!

-Você está me assustando!

-Sabe a tia Tati?

-Ela partiu...

-Como assim?

A menina estava entendendo o que a mãe tentava dizer, porém não queria acreditar.

-Ela morreu Cindy!- desabafou Bárbara.

-O-O quê? A Tia Taty? Morreu?

Cindy chorou e abraçou Bryan dizendo:

-Minha tia morreu Bryan! Morreu...

Voltando-se à mãe perguntou:

-O que aconteceu com ela?

-Encontraram na rua dois de Julho e ela foi asfixiada. Não sabemos se foi roubo ou maldade.

-Óh meu Deus! Ontem eu falei com ela disse-me que tinha um sério problema.

-Ela disse isso?

-Disse...

-Tudo bem Cindy, relaxe e vá fazer a sua prova!

-Mas eu...

-Nada de, mas ou menos!

-Tá bom mãe! Depois eu quero ver ela!

-Se cuida e boa prova, eu estou cuidando do velório, tchau!

-Tchau!

**************************************

Bárbara não podia parar de pensar no que Cindy havia dito. Então Tatiana estava preocupada? Será que sabia que iria morrer?

-Bárbara! –disse Beth.



-O quê?

-É melhor você ir descansar...

-Não! Temos que arrumar o velório e...

-Eu cuido de tudo, pode ir!

-Mas e o seu trabalho? Você não pode faltar!

-Eu dou uma desculpa, pode ir.

-Mas eu...

-Vá. Pode deixar eu arrumo tudo!

-Eu estou cansada mesmo...

-Então!

-Tudo bem, eu vou, mas qualquer coisa você me liga!

-Tá certo.

Bárbara saiu muito pensativa. Tudo aquilo não tinha sentido algum. Não conseguia digerir o fato da morte de Tatiana e o estranho telefonema.


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